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Violão
[ Violão ]
       O violão é hoje o mais familiar dos instrumentos melódicos. Sua origem remonta à antiga kithara, a lira tocada por Apolo. Desenvolveu-se na Renascença paralelamente ao alaúde, mas não teve nenhuma modificação importante até a segunda metade do século XVI, quando apareceu o violão de cinco cordas. O século XVIII trouxe grande evolução ao instrumento, principalmente a aparição da sexta corda. Mesmo com as extraordinárias obras compostas e tocadas por Fernando Sor e Mauro Gicliani, no século XIX, o violão continuou a ser um instrumento de amadores. Francisco Tarrega e Andrés Segovia levaram-no para os palcos de concerto. A primeira peça escrita para o moderno violão foi a Homenagem a Debussy, de Falla, composta em 1920. Desde então, notamos um sempre renovado interesse pelo violão da parte dos compositores.

 

Violino
        O violino teve origem em algum lugar no oriente - o Nefer egípcio, o Ravanastron da Índia, o Rebab árabe, e mesmo da antiga lira dos gregos. No século XVI, surgiu na Itália, já como produto de fabricação artesanal e comercial. [ Violino ] Desde então pouca coisa mudou no violino, apenas alguns pequenos detalhes, sendo adaptado às diversas necessidades de expressão e acústica. Já o arco do violino sofreu melhorias mais acentuadas, adequando-se mais perfeitamente ao instrumento (o arco é uma vareta de madeira ao longo do qual são esticadas mais de 200 fios de crina de cavalo). As grandes orquestras utilizam trinta ou mais violinos, divididos em primeiros e segundos.
      Além de seu timbre lírico e extrema beleza, o violino é capaz de reproduzir uma extensa gama de expressões, tais como: legato, martellato, saltando, con sordino (através do uso de uma peça, semelhante a um pente), pizzicato, tremolo, sulponticello, col legno e, principalmente, a geração de harmônicos, recurso que amplia a sua extensão. Por isso, é considerado por muitos como um instrumento perfeito e o intérprete universal dos sentimentos.

 

[ Viola ] Viola
        A viola é um pouco maior e mais pesada do que o violino e soa uma quinta abaixo. Possui um som mais grave que se situa entre o violino e o violoncelo, e tem um timbre velado e meditativo. Suas qualidades eram apreciadas por Mozart, que tocava viola e que fez contrastar os dois instrumentos na sua bela Sinfonia concertante. Devido ao seu maior peso e cordas mais largas, a viola exige uma mão maior e mais forte que o violino, e é mais cansativo tocá-la. Uma orquestra sinfônica tem doze ou mais violistas.

 [ Violoncelo ]Violoncello

 

       O violoncelo tem a maior extensão de todos os instrumentos de cordas, cobrindo quase 4 oitavos. Ele é sustentado e apertado pelas partes internas dos joelhos do executante, apoiando-se no solo por um espigão de metal ajustável. Soa uma oitava abaixo da viola. O papel do violoncelo como sustentáculo da orquestra é quase tão importante como o dos primeiros violinos, que seguram a linha melódica principal. Os violoncelos são extremamente eficazes em pizzicato (beliscando as cordas com os dedos), como no andamento allegretto da Segunda sinfonia de Brahms ou no scherzo vivo da Quarta de Tchaikovsky. Uma orquestra normal tem pelo menos dez violoncelistas.

 

 

[ Contrabaixo ]

 

 

Contrabaixo
       Devido ao enorme tamanho do contrabaixo (cerca de 2 metros de altura), o seu instrumentista precisa tocar de pé ou sentado num banco alto. É o gigante da orquestra e o único instrumento em que as cordas são afinadas à distância de uma quarta, ao contrário dos outros, que o são a uma quinta. O contrabaixo toca muitas vezes em uníssono com o violoncelo, se bem que uma oitava abaixo. Hoje em dia, os contrabaixos possuem quatro cordas e, às vezes, cinco, essa quinta corda alcançando o dó grave. No clássico trio de jazz, com piano, bateria e baixo, o contrabaixista belisca sempre as cordas com os dedos.

 

 

 

Piano
       O piano é, sem dúvida, o mais versátil de todos os instrumentos, sendo sucessor do clavicórdio. É capaz de soar tão baixo que mal se ouve, ou trovejar contra toda a força de uma orquestra completa. O primeiro piano foi fabricado pelo italiano Bartolomeu Cristofori, um construtor de cravos em Florença. Por volta de 1700 ele já havia concluído a fabricação de pelos menos um desses instrumentos que chamou de "Gravicembalo col Piano e Forte", isto é, cravo com sons suaves e fortes. Enquanto as cordas do cravo são tangidas por bico de penas, o piano tem suas cordas percutidas por martelos cuja dinâmica pode ser variada de acordo com a pressão dos dedos do pianista. Isso daria ao piano grande poder de expressão e abriria uma série de possibilidades novas. 
       No século XIX o piano passou por diversos aperfeiçoamentos. Foram acrescentados mais notas, as cordas ficaram mais longas e grossas e os martelos, antes cobertos por couro, passaram a ser revestidos de feltro, melhorando a sonoridades. Os compositores românticos da época passaram a explorar todos os recursos do piano.

[ Piano ]

Harpa
       A harpa origina-se das vibrações de uma arco de caça. Na sua versão externa moderna, conserva a forma triangular original, embora se tenham aperfeiçoado os seus mecanismos e as suas possibilidades. É formado pelo corpo sonoro, a tabela e caixa de ressonância, a consola, com o mecanismo e[ Harpa ] as cravelhas de afinação, a coluna, que une o corpo sonoro à consola, por cujo interior passam as hastes dos pedais do mecanismo, e o pedestal, ao qual se unem o corpo sonoro e a coluna. Possui 47 cordas que a partir do Dó médio, são de náilon. As cordas graves, são de tripa e as cordas mais graves, são espiraladas de fio metálico, podendo entretanto haver variações nestes materiais descritos. Para ajudar o harpista a localizar corretamente as notas, todas as cordas dó que não são enroladas com fio metálico têm a cor vermelha e as cordas fá são azuis. Na base da harpa encontram-se sete pedais, um para cada nota da oitava, e cada pedal possuem três posições, uma para sons naturais, outro para bemóis, e o último para sustenidos, tudo isso para que a harpa possa abranger toda a extensão de notas que pode tocar. O instrumentista pode dedilhar as cordas perto da caixa acústica, produzindo um som rarefeito e seco; ou tocar harmônicos - sons misteriosos, sobrenaturais, que são obtidos colocando o lado da mão delicadamente no meio de uma corda e dedilhando somente a metade superior.


     

 

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